Crivella toma posse no Rio de Janeiro e defende necessidade de cortar gastos - “A ordem é a seguinte: é proibido gastar”

Marcelo Crivella durante cerimônia de posse na Câmara Municipal do Rio de Janeiro (Câmara Rio/Divulgação)


O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, e o vice-prefeito Fernando MacDowell, foram empossados na manhã de hoje (1) na Câmara Municipal. Crivella voltou a defender a necessidade de cortar gastos, enumerou propostas em áreas prioritárias e agradeceu a Deus, familiares e apoiadores, destacando a votação entre os eleitores evangélicos.

"É com imenso senso de responsabilidade e prudência, mas também com fé e sem medo, que assumo a prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Venho cumprir o mandato com a determinação de cuidar das pessoas. É para essa nobre missão que peço humildemente a benção de Deus", disse o prefeito, que explicou que cuidar das pessoas "representa, acima de tudo, proteger a família", definida por ele como "maior obra que homem e uma mulher podem construir".
Antes mesmo de ser empossado, Crivella já publicou diversas medidas na edição extra do Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro deste domingo

O prefeito apontou que a proteção à família começa com uma política de promoção à saúde e prometeu atacar a fila de espera para exames e consultas especializadas. "Vamos ampliar a rede de saúde da família, mas, antes, colocar as unidades existentes em pleno funcionamento".

Na área da educação, Crivella prometeu valorizar profissionais e investir em creches e pré-escolas em tempo integral. "Os profissionais de educação serão respeitados, valorizados e sempre ouvidos", prometeu.


A segurança pública também foi mencionada no discurso do novo prefeito. Apesar de ser uma área de responsabilidade principalmente do estado, Crivella disse que a prefeitura não vai se omitir e prometeu que os guardas municipais atuarão na segurança das pessoas e proteção das escolas. O prefeito também prometeu atuar para dar maior sensação de segurança na cidade, com a presença de guardas e melhora na iluminação.


Marcelo Crivella durante cerimônia de posse na Câmara Municipal do Rio de Janeiro

'É proibido gastar'



Na área econômica, Crivella afirmou que a Secretaria de Fazenda vai tentar fazer uma reforma tributária, "buscando maior correspondência entre os níveis de contribuição e a capacidade contributiva".

"Nossa secretária de Fazenda vai cuidar de nossa Reforma Tributária e da capacidade contributiva. Enquanto esse trabalho não for cumprido, a ordem é a seguinte: é proibido gastar", disse.

"Reconheço no lucro o prêmio da eficiência. Precisamos de revisão tributária. Precisamos de ambiente favorável ao investimento. PIB da cidade caiu,ao contrário de outras capitais do País. [Além disso], o emprego com carteira assinada despencou, segundo dados revelados nesta semana, [foram eliminados] 136.089 postos de trabalho em nossa cidade. Peço ao povo compreensão e paciência. O Estado do Rio está em crise e a cidade se encontra neste contexto. É momento de cautela", disse.



Os incentivos fiscais da prefeitura também estão sendo reavaliados e o prefeito também afirmou que pretende examinar benefícios concedidos a funcionários da administração direta e indireta.

"Enquanto esse trabalho não for concluído, a ordem é a seguinte: é proibido gastar", disse ele, prometendo também ampliar concessões e parcerias público-privadas.

Marcelo Crivella durante cerimônia de posse na Câmara Municipal do Rio de Janeiro (Câmara Rio/Divulgação)

Primeiras medidas



Na entrada da solenidade, Crivella falou sobre decretos públicados hoje em uma edição extra do Diário Oficial do Município. Ele sublinhou que o mais importante deles é o que institui estado de alerta contra as arboviroses, ou seja, as doenças transmitidas por mosquitos, entre eles o Aedes aegypti: "Eu acho que [o mais importante] é a nossa preparação para o combate às doenças de verão. Sobretudo, chikungunya, dengue e zika".



O prefeito agradeceu sua eleição primeiro a Deus e depois a sua família e aos eleitores e partidos que o apoiaram. Crivella fez referência ao apoio arcebispo da Igreja Católica do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, e aos eleitores evangélicos, que, segundo ele, o apoiaram com 90% dos votos. "Não tinha nas minhas mais otimistas previsões [imaginado] que isso ocorresse".

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