“Se quiser, mato um soldado por dia”, diz traficante da Maré a Revista Veja

Um cabo do Exército, que fazia o patrulhamento na Maré, foi morto a tiros na favela 

Sepultamento do cabo Mikami
        O cabo do Exército Brasileiro Michel Augusto Mikami, 21 anos, morador de Vinhedo, cidade vizinha a Campinas, no interior de São Paulo, integrava o grupo que faz parte da Força de Pacificação formada por 3 000 militares da Marinha e do Exército. Mikami patrulhava as vielas do Complexo da Maré, aglomerado de favelas na Zona Norte do Rio de Janeiro. A missão da tropa federal é apoiar a polícia do Rio de Janeiro, na então “retomada do território do tráfico” conhecida por Comunidade Pacificada, (mesmo que ainda esteja longe de se tornar realidade a tal pacificação).
Na tarde da sexta-feira 28 de outubro de 2014, em meio a um tiroteio com os traficantes donos do “território retomado”, o cabo Mikami foi atingido por uma bala de fuzil na cabeça, que o matou instantaneamente. Desde a ação para debelar a guerrilha comunista no Araguaia, em 1972, as Forças Armadas do Brasil não tinham um soldado morto em combate em território brasileiro. O cabo, enterrado com honras militares, é, porém, apenas mais um número da macabra estatística do combate a criminalidade no Rio de Janeiro. O ano de 2014 ainda não acabou e o número de policiais mortos a tiros por bandidos no Rio de Janeiro chegou a 106 na semana passada.

     A situação é tão assustadora que militares das forças armadas não andam mais fardados e muitos escondem suas identificações, não comentam  onde moram que estão servindo e para piorar o quadro mais ainda, cada vez mais jovem deixam de se alistar com pavor de ter que se tornar um policial patrulhando vielas em favelas e serem mortos.

       Fruto de jornalismo investigativo mostra que muitos dos menores que traficam, roubam e cometem crimes ao completar a idade da obrigatoriedade militar (mais uma situação que o Congresso Nacional deveria reavaliar “obrigatoriedade” isso é fruto da Ditadura)  estão servindo em sua maioria ao Exército, com isso aprimorando a prática de tiro, guerrilha e estratégia de ataque.

      O pavor não vem acontecendo só com militares das forças Armadas, Policias temendo por suas vidas e de seus familiares  deixaram de andar identificados, fardados, sequer dizem ser policias onde moram. Em depoimento a Folha kariocas  conversamos com um policial militar da ativa do estado do Rio de Janeiro, com medo de represarias da parte do Estado preservou sua identificação e o batalhão em que esta lotado, o mesmo nos disse que nem nas horas de folga anda armado, pois chegou em uma situação que não dormia nos dias de folga, ficava de guarda dentro de casa com mania de perseguição a ponto de  quando sai para fazer compras ou apenas ir ao um Shopping, qualquer individuo que o encarasse  já era motivo para querer abordar e tirar satisfações causando constrangimento para sua família e de outros, hoje, após uma reavaliação de sua vida passou a ter um outro tipo de comportamento

     “A verdade é que o Estado não cobre meu prejuízo para cumprir com ordens que entendo que é o nosso dever, todo mundo entra para policia sabendo os riscos, só que nestes últimos anos as coisas estão perdendo o controle, muitos menores traficando, matando, roubando e o pior, sem punição! O que podemos fazer? Prendemos e logo estão soltos para cometerem os mesmos crimes e quem sabe piores. Vale apena viver sobre esta pressão? Você fica sem saúde, sem vida e se bobear sem família”.  Disse o policial aqui identificado por essas iniciais  J. P.

     A Revista Veja fez um comparativo do número de policias mortos em serviço aqui no Brasil com os Estados Unidos, isso me parece um absurdo a realidade em que um policial Norte Americano vive em serviço não chega nem perto da situação em que chegou a vida de Policias e Militares passam por aqui.

A justiça Norte Americana trata com muito mais rigor qualquer crime cometido por menores, ainda que seja uma criança.

    No Brasil o direito da Criança e Adolescente, protege mais do que pune, não existem limites e nem regras, faz vista grossa, simplesmente não são atuantes.

Imagina,  Jovens de 15 anos freqüentam  boates e baladas durante a noite toda, e algumas bebem, fumam, se prostituem e acaba no mundo das drogas. Cadê o Conselho Tutelar ou Juizado? Nessas horas, não existe!


A Revista Veja  descreve sobre o caso em suas entre linha paragrafadas:

     É melancólico constatar que sob o rótulo de “pacificação” esteja ocorrendo mesmo uma guerra. Além dos policiais mortos, perderam a vida no Rio de Janeiro até outubro 481 pessoas em circunstâncias oficialmente registradas em “autos de resistência”. Esse termo deveria descrever apenas situação em que, esgotadas todas as outras opções, a polícia recorre às armas para deter um criminoso. Infelizmente, no Rio de Janeiro, o “auto de resistência” pode ser mesmo a clássica “resistência seguida de morte”, mas serve também para encobrir ações de criminosos de farda. A boa notícia desse lado da trincheira é que as mortes de civis em operações policiais na cidade têm diminuído ano a ano: em 2007, antes do início das UPPs, foram 1 330. A má é que mais policiais estão sendo assassinados. “A verdade é que a polícia está matando menos, mas seus homens continuam morrendo como moscas”, diz Richard Ybars, antropólogo e policial civil.

     A lógica mais simples levanta a seguinte questão quando alguém se detém diante da resistência do tráfico no Rio de Janeiro: se os morros não produzem drogas nem têm fábricas de armas pesadas, não seria o caso de, em vez de correr em vão atrás do varejo, impedir no atacado o fornecimento de cocaína e fuzis AK-47 aos bandidos? Raramente se consegue uma resposta satisfatória a essa pergunta. Uma fresta de luz, porém, entra no debate quando se analisam as favelas do Complexo da Maré. Com seus 130 000 habitantes, a Maré tem localização geográfica estratégica. Fica próxima do Aeroporto Internacional Tom Jobim e tem saída para o mar. A área é contígua às duas principais vias de trânsito da cidade, a Linha Vermelha e a Avenida Brasil. “A Maré é muito importante na geopolítica do tráfico, porque quase tudo passa por ela. Para os criminosos, é essencial comandá-la”, diz o sociólogo Cláudio Beato, especialista em segurança pública. Com sua óbvia importância tanto para o atacado quanto para o varejo do comércio ilegal de drogas, o Complexo da Maré deveria merecer atenção especial das autoridades. A região é policiada por soldados jovens vindos de diversas partes do Brasil e treinados — quando são — para outro tipo de batalha. “Essa guerra não é nossa”, disse um deles a VEJA. Não é mesmo. O militar das Forças Armadas é treinado para matar o inimigo. Suas armas são canhões, bazucas, carros de combate, jatos e navios de guerra. Reduzidas à função policial, as Forças Armadas correm o risco de ser desmoralizadas por ter sido colocadas em uma guerra que não podem vencer.

Fonte: Título, 1ª Foto e parte do texto baseado na VEJA de 06/12/2014
            Parte da edição com depoimento e propaganda: Folha Kariocas

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