NOVA IGUAÇU FAZ SEGUNDA CONVOCAÇÃO DA VACINA CONTRA HPV

Em Nova Iguaçu, a procura pela segunda dose da vacina contra o HPV tem sido baixa, assim como em todo o Brasil. Nas duas primeiras semanas do mês de setembro, 795 meninas entre 11 e 13 anos foram vacinadas, enquanto no mês março, quando foi aplicada a primeira dose, mais de três mil adolescentes já haviam sido imunizadas na cidade.
O secretário municipal de Saúde de Nova Iguaçu Luiz Antônio Teixeira Júnior, alerta que as meninas só estarão protegidas contra o HPV se receberem as três doses. Ele acredita que a baixa adesão pode ser consequência dos boatos sobre as reações adversas causadas pela vacina, mas ressalta também que nos casos de outros imunizantes, é comum a queda na busca pela segunda dose. "Em toda campanha de vacinação os municípios e estados devem andar de mãos dadas com a população. A adesão de todos é fundamental e no caso específico da vacina contra o HPV, a menina só estará imunizada depois de receber as três doses, por isso, não deixe de levar sua filha ao posto de saúde mais perto de casa. Essa vacina salva vidas”, enfatizou.

Cristina Capaçoli, mãe de Brenda, de 13 anos não perdeu tempo. Ela acompanhou a filha até a Clínica da Família 24 horas de Miguel Couto. "Eu não deixo as vacinas atrasarem e estamos sempre de olho nas campanhas porque o mais importante é prevenir", disse a mãe.

O HPV é o principal vírus causador do câncer de colo de útero, o segundo tipo que mais mata mulheres no Brasil. É transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto. Estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença, sendo 32% infectadas pelos tipos 16 e 18. No mundo todo, estimativas dão conta de que 270 mil mulheres morrem devido à doença. Neste ano, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 15 mil novos casos e cerca de 4.800 óbitos no Brasil.

A segunda dose da vacina contra o HPV está disponível em todos os postos de saúde de Nova Iguaçu.

Entenda a polêmica da Vacina contra o HPV:

Em São Paulo, três meninas foram internadas recentemente sem mexer as pernas após a vacinação, mas alguns dias depois receberam alta. Outras oito tiveram sintomas como falta de sensibilidade nos membros, dor de cabeça e tontura.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina contra o HPV é aplicada há mais de sete anos em cerca de 50 países do mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde já protegeu mais de quatro milhões de meninas de 11 a 13 anos de idade. A vacina contra o HPV é totalmente segura e não representa riscos para a saúde.

Sobre o caso das meninas que ficaram com dificuldade de locomoção após receberem a vacina contra o HPV, o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, esclarece que o episódio não tem nenhuma relação com os efeitos da dose. "Provavelmente o que elas tiveram é o que é conhecido no mundo inteiro como uma síndrome de estresse pós-injeção, pós-vacina. O que ocorre é um quadro emocional, relacionado pelo medo de tomar injeção, a ansiedade, e isso produz, vamos dizer assim, sintomas. Principalmente numa idade adolescente, que são emocionalmente mais instáveis.".

Blogueira: Juliana Andrade - Face: Juju Tavares
Fonte: Jornal de Hoje
Foto: Google


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