Operação Gólgota prende 11 traficantes em Itaperuna


O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e a Promotoria de Investigação Penal de Itaperuna do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a Coordenadoria de Inteligência da PMERJ, o 29º Batalhão de Polícia Militar de Itaperuna, a Polícia Civil e o Batalhão de Ações com Cães (BAC), realiza, nesta quinta-feira (25/09), a Operação Gólgota. Já foram presas, no início da manhã, 11 pessoas que tinha mandados de prisão preventiva expedidos por tráfico de drogas e associação ao tráfico. Outros dois suspeitos foram detidos em flagrante também por tráfico de drogas. Ainda foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão. Os policiais localizaram drogas, dinheiro, joias e celulares utilizados pela quadrilha. O material será contabilizado. Os criminosos atuam nos morros do Castelo, Marca Tempo e Horto Florestal (Morro do Cristo) e no bairro Fiteiro.

A ação é resultado de denúncia oferecida pelo GAECO, em conjunto com a Promotoria de Investigação Penal de Itaperuna, no último dia 19, à 2ª Vara da Comarca de Itaperuna, contra mais de dez integrantes da organização criminosa. Os promotores relatam que a quadrilha, ao longo do tempo, construiu “uma verdadeira estrutura empresarial, tendo como foco a divisão, ainda que flexível, de tarefas, em que cada membro desempenhava uma função essencial para o sucesso da empreitada”.

Os integrantes, em geral, revezavam-se em suas funções. As investigações verificaram, ainda, que muitos, mesmo estando presos, continuavam a exercer suas atividades, traficando entorpecentes tanto dentro das unidades prisionais quanto comandando operações do lado de fora.

O alto comando era bem delineado, com diversos “cabeças” à frente da gerência e administração da quadrilha.”, Um dos líderes, Leandro Luiz da Silva, o “Jack Chan”, coordenava a compra e venda de drogas para as “bocas” que estavam sob sua gerência, assim como determinava a compra de armas. Ele foi assassinado no último domingo.  Charles da Silva, o “Charlinho” ou “CH”, e Saulo Silva dos Santos, conhecido como “Saulinho”, “Burro” e “Patati”, dividem o posto de “segundo homem” na hierarquia da quadrilha.

Ainda segundo as investigações, o grupo empregava ostensivamente armas de fogo dos mais variados calibres e se beneficiava do uso de menores para desempenhar o tráfico de drogas. Os adolescentes, inclusive, faziam uso das redes sociais para comunicar suas atividades ilegais e reforçar seu vínculo com a organização criminosa.

Participaram da operação 112 policiais militares e 24 policiais civis.


Foto: Divulgação

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