Defesa Civil de Queimados elabora Plano de Contingências para reduzir riscos de desastres 


Agentes da Secretaria Municipal de Defesa Civil de Queimados participaram nesta terça-feira, dia 23, da 3ª reunião do Plano de Contingências (Plancon) para prevenção e redução de riscos contra desastres, no 4º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM), em Nova Iguaçu. A reunião teve o objetivo de orientar os agentes e auxiliar na finalização do plano de ação e de prevenção dos 13 municípios da Regional de Defesa Civil (REDEC) da Baixada Fluminense. As medidas irão servir para atuar nos casos de desastres relacionados às chuvas fortes e prolongadas. Definir pontos da cidade que são suscetíveis a enchentes e deslizamentos, criar Grupos de Ações Coordenadas (GRACs) para atuar em casos de crise, mobilizar recursos operacionais para estabelecer pontos de apoio para atendimento da população nestas situações foram alguns dos assuntos abordados durante a reunião.

Em parceria com o Governo do Estado, as ações são baseadas no último Mapa de Ameaças Naturais que define os cincos principais riscos dos 92 dos municípios do Estado do Rio. Atualmente, o Plancon do município de Queimados conta com 10 sirenes de alertas espalhadas em processo final de instalação, com previsão de funcionamento para outubro deste ano. Elas ficarão em pontos considerados críticos como os Morros da Torre, Cruzeiro, Caixa D’água, da Paz, Azul, São Simão e nos bairros Santa Rosa, Fleissman e Vale Ouro. O sistema de alerta engloba o envio de SMS aos agentes de controle quando são detectadas elevações dos níveis pluviométricos e acionam as sirenes para sinalizar os moradores que vivem em locais com riscos de deslizamentos e alagamentos. Semanalmente a Defesa Civil da cidade colhe os dados do Centro Nacional de Monitoramento de Alertas de Chuvas (Cemadem) e do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) para realizar as previsões.


De acordo com a Defesa Civil de Queimados, a cidade possui 23 pontos de alagamentos e nove possíveis pontos de deslizamentos. Para o chefe de atendimento às emergências do município, Faria, os pontos foram identificados no último levantamento da secretaria e, para que não ocorram possíveis desastres naturais na cidade, estão em fase de conclusão do plano de contingências. “Os pontos mais comuns são os alagamentos. Já os deslizamentos são poucos e não oferecem tantos riscos assim. O plano vai servir para amenizar possíveis desastres e fazer com que possamos nos antecipar em casos de crise. Ele engloba desde nossos sistemas de alertas por sirene que é acionado quando há um alto índice pluviométrico, à definição de pontos de apoio para famílias que sejam atingidas pelas chuvas até a mobilização operacional de agentes e viaturas”, explicou.
                     
Os Planos de cada município serão entregues, no dia 13 de novembro, às secretarias de Estado e Nacional de Proteção e Defesa Civil. Antes, os planos de ações vão passar por uma avaliação técnica no dia de 23 de outubro, na Escola de Defesa Civil do Estado – ESDEC. Com as informações em mãos, a Defesa Civil do Estado vai estabelecer diretrizes e ações que podem agilizar a operação para reduzir os riscos de desastres.  


fotos: Bruno Anacleto-PMQ 

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