MORADORA BALEADA E ARRASTADA POR CARRO DA PM É SEPULTADA NO RIO


Após o sepultamento de Cláudia da Silva Ferreira, moradores protestaram e fecharam Av. Edgard Romero
Policiais dizem que caçamba se abriu porque moradores quebraram tranca, o que não foi constatado


Os subtenentes Adir Serrano Machado e Rodney Miguel Archanjo e o sargento Alex Sandro da Silva Alves - que estavam na viatura do 9º BPM (Rocha Miranda) que arrastou uma mulher presa ao para-choque pela Estrada Intendente Magalhães domingo - foram levados ontem à noite para o presídio Bangu 8, no Complexo de Gericinó. Os três estavam detidos administrativamente desde de manhã e vão responder por crime previsto no Código Penal Militar.

Em depoimentos prestados ontem, os PMs tentaram justificar o injustificável: eles alegam ter colocado a mulher na caçamba porque moradores os cercaram tentando impedir a saída da viatura do morro. Os policiais afirmaram ainda que o porta-malas se abriu porque moradores danificaram a tranca. Mas perícia preliminar não apontou qualquer problema na fechadura.

Cláudia Silva Ferreira foi baleada no Morro da Congonha, em Madureira, Zona Norte do Rio, durante uma operação. Os policiais alegam que trocavam tiros com traficantes quando a moradora foi atingida, mas parentes e vizinhos da vítima negam que tenha ocorrido um confronto. Moradores da Congonha voltaram a protestar ontem pedindo justiça.


Os PMs tiraram Cláudia da favela com vida e a levaram para o Hospital Carlos Chagas. No caminho, o porta-malas se abriu e a mulher caiu, ficando presa pela roupa ao para-choque e sendo arrastada por 250 metros. Ela chegou morta à unidade de saúde.








Fonte: Meia Hora / Jornal do Brasil
Foto: Bocão News / Jornal Brasil
Blogueira: Juliana Andrade - Face: Juju Tavares

PATROCINADOR